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10 de jan. de 2013

Análise : One Piece Pirate Warriors


Jogos inspirados em séries de mangá sofrem de um enorme problema: a falta de criatividade. Basta olhar os últimos lançamentos de Naruto, Dragon Ball Z e o recente Os Cavaleiros do Zodíaco: Batalha do Santuário para perceber que, em sua grande maioria, essas adaptações se resumem a games de luta ou Beat’em Ups marcados exatamente pela repetição.
O ponto, no entanto, é que isso não chega a ser algo crítico, principalmente pelo fato de essa limitação já ter se tornado uma característica do estilo. Ninguém espera algo revolucionário quando um game baseado em um anime é anunciado — embora a qualidade ainda seja um requisito básico que deve estar presente. São produções voltadas para os fãs, que já estão acostumados com uma estrutura narrativa bem engessada, o que se reflete na jogabilidade quando a história é levada para outra mídia.
E é exatamente isso que acontece com One Piece: Pirate Warriors. A saga de Luffy e o Bando do Chapéu de Palha nunca teve games memoráveis, e o título exclusivo do PlayStation 3 vem exatamente para preencher essa lacuna. Isso não quer dizer, contudo, que ele se propõe a ser algo inovador ou uma experiência única. Muito pelo contrário: trata-se de um jogo destinado exatamente para quem já acompanha a série e quer reviver algumas das situações apresentadas pelo mangá e, para isso, se aproveita de uma fórmula simples, mas que funciona muito bem.

Aprovado

Os poderes da Fruta do Diabo
One Piece: Pirate Warriors não é um jogo ambicioso, daqueles que tentam mudar paradigmas ou oferecer uma jogabilidade diferenciada. Seu grande mérito está exatamente em saber de suas limitações, trabalhar a partir delas para oferecer alternativas que façam com que a repetição que marca o gênero Beat’em Up não se torne um problema tão sério.
Para isso, a Omega Force reaproveitou a estrutura utilizada em Dynasty Warriors e adicionou elementos únicos do universo de One Piece para quebrar o efeito de mais do mesmo. Exemplo disso é que, ao longo das fases, além das centenas de piratas e soldados da marinha que cruzarão seu caminho, você ainda terá de usar os poderes da Fruta do Diabo para explorar o cenário.
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Ainda que a estrutura seja bem linear, a existência de diferentes puzzles ajuda a fazer com que o game fuja do esmagar de botões que são os combates. É claro que isso não é o suficiente para dizer que Pirate Warriors não é repetitivo, mas é um respiro que ajuda a dar ritmo ao game.
Além disso, os saltos por plataformas e demais ações que o jogador precisa fazer para cumprir certos desafios exploram muito bem as características da série. Quem acompanha o mangá ou o anime certamente vai se sentir em casa do ver Luffy usando seus poderes de maneira criativa a todo o instante.
Grande Rota
Para os fãs, One Piece: Pirate Warriors serve também como um grande resumo dos principais momentos de toda a série. Como o jogo começa no início da saga Novo Mundo, toda a história é contada como um grande flashback em que os heróis relembram como eles se conheceram e quais as lutas que mais marcaram.
Isso significa que o título abrange desde o confronto de Luffy com Buggy, o Pierrô, até a batalha em Marineford, o que resulta em muito conteúdo para ser visto. É claro que, para fazer tudo isso caber em um game, algumas coisas tiveram de ser resumidas, como a saga de Skypiea, que foi simplesmente eliminada.
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Isso também significa que você irá se deparar com vários rostos conhecidos em sua jornada, seja na hora de derrotá-los ou como aquela ajuda em um momento de sufoco. O mais interessante é que, além do Bando do Chapéu de Palha, você ainda pode controlar outros personagens — como Portgas D. Ace e o poderoso Whitebeard — em pontos específicos da trama ou no modo Another Log.
Esse longo período de tempo abordado pelo game também permite que tenhamos uma evolução muito mais significativa em cada um dos heróis. Ainda que isso não seja algo que vá alterar a jogabilidade, o progresso dos piratas é facilmente sentido na liberação de novos golpes e de combos mais eficientes — todos retirados diretamente das páginas do mangá.
Corrida atrás de moedas
Como toda a história de piratas que se preze, One Piece: Pirate Warriors também coloca o jogador em uma corrida por tesouros. No entanto, neste caso, isso acontece de maneira muito mais sutil e com uma utilidade muito maior do que engordar seus bolsos.
Seja em baús espalhados pelo cenário ou ao derrotar certos inimigos, seu personagem vai encontrar várias moedas especiais, que podem ser usadas para melhorar os atributos e as habilidades de seu herói. Cada uma delas representa um personagem, entidade ou elemento do universo One Piece e, quando usadas corretamente, podem fazer toda a diferença durante as batalhas.
Cada uma dessas moedas possui um efeito específico, melhorando seu ataque, defesa ou pontos de vida. Algumas delas, porém, ativam efeitos secundários quando usadas em conjunto, aumentando o dano de um golpe ou dando mais um empurrãozinho em seu status.
Porém, a mágica acontece quando você une três moedas relacionadas e libera habilidades que vão ajudá-lo muito nos combates. Elas reduzem a perda de energia, melhoram seus golpes ou aumentam o ganho de experiência em determinadas situações. São dezenas de possibilidades que vão exigir que você elabore táticas diferenciadas para cada fase, além de incentivá-lo a buscar as peças que faltam em sua coleção.

Reprovado

Uma história para os fãs
Como fazer para condensar mais de 50 edições de um mangá e centenas de episódios do anime em um único game? Realmente é uma tarefa um tanto quanto ingrata. Para isso, como dito, alguns fatos acabaram sendo limados para deixar somente aquilo que foi considerado o mais importante.
Ok, alguns fãs podem reclamar de Skypiea não aparecer ou alguns inimigos secundários não darem as caras nem mesmo nos modos paralelos, mas isso a gente perdoa. O que realmente incomoda é a forma com que a narrativa é apresentada.
Ao início de cada capítulo, somos contextualizados a respeito da situação a partir de um longo texto que faz um resumo bem simplificado do que está acontecendo. Como se não bastasse, os diálogos são apresentados a partir de imagens estáticas mostrando uma cena e o rosto dos personagens em destaque. É somente em raros casos que temos a animação propriamente dita — e muito rapidamente.
Isso faz com que tenhamos dois problemas na hora de apresentar o enredo. O primeiro é que o excesso de elementos textuais deixa tudo muito chato e pouco interessante, principalmente quando levamos em consideração que a modelagem dos personagens ficou muito boa e não há razão para limitá-la. As poucas cenas que as usam são tão bem feitas que nos deixam com vontade de assistir mais, o que infelizmente não acontece.
Além disso, essa versão extremamente resumida é confusa e deixa claro que One Piece: Pirate Warriors é realmente um jogo para fãs. Se você está tendo seu primeiro contato com a série, prepare-se para ficar perdido com a grande quantidade de nomes e fatos que são simplesmente jogados, como se você soubesse previamente de tudo aquilo. Se você é um marinheiro de primeira viagem, prepare-se para boiar por um bom tempo.

Vale a pena?

Sem a pretensão de revolucionar o gênero, One Piece: Pirate Warriors cumpre bem seu papel de adaptar as aventuras de Monkey D. Luffy sem cair no erro que a grande maioria dos Beat’em Ups inspirados em mangás e animes comete. Ainda que a repetição esteja ali, ela é amenizada graças a soluções inteligentes e divertidas apresentadas ao longo da campanha.
Explorar essas peculiaridades da série foi uma ótima saída da desenvolvedora para dar um novo ritmo ao jogo, fazendo com que ele fosse um pouco mais do que um Dynasty Warriors com piratas. Por mais que as semelhanças — e alguns problemas — sejam evidentes, isso não chega a ser o suficiente para tirar o brilho dessa jornada tão divertida.
Por outro lado, é preciso levar também em consideração que o game é voltado exatamente para quem já conhece a série. É claro que isso não impede que os novatos explorem a Grande Rota e distribuam socos e espadadas pelos mares, mas a experiência será totalmente diferente daquela de alguém que já conhece a franquia.
Isso é perceptível não apenas na história, que vai fazer muita gente se perder, mas pela própria mecânica. Boa parte da “culpa” das adaptações caírem no erro da repetição está no fato de os originais também usarem fórmulas pouco criativas. É por isso que quem busca um jogo como One Piece: Pirate Warriors não busca inovação, mas uma aventura digna de seus heróis. Nesse ponto, o game se sai muito bem e consegue reviver de maneira fiel uma das histórias mais divertidas dos mangás — com seus pontos altos e baixos.

5 de jan. de 2013

Análise: Assassin's Creed 3


O fim finalmente chegou. A Ubisoft nos preparou por muito tempo para este momento. Foram anos de espera e vários jogos que conduziram a trama da série Assassin’s Creed à sua inevitável conclusão. No entanto, o que esperar do término de uma das séries mais queridas e populares a chegar aos consoles nos últimos anos?A verdade é que, desde o início, a franquia sempre foi muito ambiciosa. A proposta de recriar períodos históricos e inserir uma guerra invisível em meio a acontecimentos importantes foi ousada, mas o suficiente para cativar os jogadores. E com Assassin’s Creed III, isso não é diferente.Muito mais grandioso que seus antecessores, o jogo supera tudo o que vimos até agora ao trazer velhos acertos aliados a grandes novidades, criando uma experiência única. O resultado, como você já deve ter percebido ao longo da incansável divulgação da produtora, é algo muito mais audacioso do pensávamos e a conclusão que todos nós queríamos.

Aprovado

A guerra invisível
Por muito tempo, nos acostumamos a ver a batalha entre templários e assassinos sob um único ponto de vista. Seja com Altaïr ou Ezio, sempre tivemos uma visão maniqueísta do conflito, assumindo que a Ordem é o mau a ser combatido. No entanto, por quê?
O primeiro grande mérito de Assassin’s Creed III está exatamente em seu enredo, o mais profundo da série até então. Tudo aquilo que vimos até agora ganha novos contornos, trazendo uma dualidade ainda pouco explorada.
É por isso que, apesar de toda a campanha da Ubisoft para apresentar Connor como o novo personagem principal da franquia, a verdadeira protagonista é exatamente essa guerra invisível. Ao fazer do assassino uma importante peça dentro desse grande tabuleiro, o enredo se destaca como o melhor de toda a série, mostrando que realmente nada é verdade e que tudo é permitido.
O assassino definitivo
Isso não quer dizer, entretanto, que Connor não possui o mesmo brilho de seus antecessores. Na verdade, sua história é tão bem contada que é impossível não se encantar pelo novo herói, que consegue manter o carisma que Ezio apresentou nos últimos jogos.
Porém, ele é muito mais do que um simples sucessor. O grande feito do novo assassino é representar a renovação da série, que já começava a apresentar sinais de desgaste. Partindo da origem nativo-americana do personagem, a Ubisoft conseguiu fazer com que Assassin’s Creed III fosse o grande salto em termos de mecânicas que a franquia precisava.
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Isso é percebido exatamente na forma com que Connor interage com o cenário. Por ter sido criado por uma tribo indígena dos Estados Unidos, ele possui uma relação bem próxima com a natureza, o que permite que árvores, rochas e outros elementos naturais sejam usados a seu favor.
O mais interessante é que o próprio game prepara o terreno para essa mudança. No início do jogo, controlamos seu pai e ele repete tudo aquilo que vimos nos jogos anteriores, explorando o estilo urbano dos assassinos europeus. No entanto, tudo muda quando Connor entra em cena. Com um estilo mais ágil e dinâmico, é como se o jogo dissesse: “Até agora, você conhecia a série desse jeito, mas as coisas mudam a partir de agora”.
E é no combate que a estreia desse novo personagem se destaca. Comprovando aquilo que eu disse durante a E3, o herói traz novo ritmo às lutas, deixando-as mais intensas e brutais. Com movimentos quase performáticos, ele é capaz de deixar o jogador boquiaberto entre um golpe e outro e ainda consegue usar os próprios inimigos a seu favor. Em meio a tudo isso, a icônica machadinha consegue se destacar a ponto de deixar as Hidden Blade em segundo plano.
E para quem sentiu falta da ação com Desmond, há até mesmo alguns momentos ao rapaz nos tempos atuais, que terá de enfrentar os templários em pleno 2012 para salvar o mundo — com direito à participação de personagens que só apareceram nos quadrinhos! Ele, enfim, virou o assassino que esperávamos.
Um mundo de possibilidades
A entrada de Connor não teria o mesmo impacto se não fosse o mundo no qual ele está inserido. A recriação do período colonial dos Estados Unidos chama a atenção pela imensidão que o cenário oferece. São quilômetros e quilômetros de possibilidades, seja nas cidades ou na zona selvagem de fronteira.
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Ao contrário do que acontecia nos jogos anteriores, as áreas urbanas deixam a verticalidade das construções europeias e asiáticas de lado para trazer algo um pouco mais horizontal. No entanto, o fato de não termos tantos prédios não é um problema e o jogo compensa essa mudança de outras formas, como a utilização do interior das casas para se esconder durante uma fuga.
Mas a grande novidade acontece fora das cidades. A relação do personagem com a natureza dá novo sentido às zonas de transição, transformando-as em algo muito maior do que uma simples estrada. Em Assassin’s Creed III, é nelas que tudo acontece.
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A caçada é um exemplo disso. De modo muito semelhante a Red Dead Redemption, podemos coletar materiais de animais mortos para vendê-los ou fazer melhorias em equipamentos, além de realizar missões que aparecem pelo caminho. Tudo isso a um estilo bem Assassin’s Creed.
A exploração das florestas também conta com as variações das estações do ano. O que mais chama a atenção é que essa mudança vai muito além de simplesmente pintar o mapa de branco no inverno ou colocar o sol durante o verão. Cada período traz mudanças significativas ao ambiente, seja com montes de neve que atrasam a movimentação do herói ou com os animais que aparecem durante a primavera.
Explorando o alto mar
Mas não é na floresta que está a grande novidade de Assassin’s Creed III. Como apresentado durante a última E3, boa parte da ação acontece no mar graças às batalhas navais que fazem sua estreia no game.
Para quem temia que o modo fosse apenas um mini game sem graça e repetitivo — como a defesa dos esconderijos em Revelations —, ver um sistema de navegação refinado e divertido é um grande alívio. Controlar a embarcação é fácil, mas não ignora o desafio. Além disso, o nível das missões varia bastante e faz com que você perca um bom tempo caçando tesouros e afundando navios inimigos com seus canhões.
Assassinatos cooperativos
A Ubisoft não se esqueceu dos jogadores que são apaixonados pelo modo multiplayer e trouxe dos modos inéditos para as partidas online. O primeiro é o chamado Dominação, que traz um estilo bem semelhante ao de Chest Capture, de Revelations, colocando os jogadores para conquistar áreas específicas do mapa. Nada revolucionário ou inovador.
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Por outro lado, é no Matilha de Lobos que a grande novidade aparece. Pela primeira vez na série, temos a possibilidade de jogar cooperativamente com outros jogadores — e a experiência não decepciona. A mecânica da modalidade é bem simples: você e seu aliado devem acabar com seus alvos o mais rápido possível para ganhar alguns segundos a mais no relógio e, consequentemente, pontos extras.

Reprovado

Pequenos deslizes
É exatamente por ser tão grandioso que Assassin’s Creed III comete alguns deslizes. Como acontece na maioria dos jogos de mundo aberto, há uma série de problemas que, apesar de não estragarem a experiência geral do jogo, incomodam sempre que aparecem.
O maior exemplo disso são os diversos bugs que surgem em vários momentos. Seja durante uma cavalgada ou enquanto você explora a área selvagem dos Estados Unidos, algum tipo de erro não esperado vai dar as caras para atrapalhar sua diversão. Pior ainda é quando você tenta fazer um salto mais ousado e o cenário simplesmente engole o personagem, obrigando-o a reiniciar o game para corrigir.
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Boa parte dessas falhas é responsabilidade exatamente da AnvilNext, a nova engine utilizada pela Ubisoft. Por mais que ela tenha possibilidades inéditas de interação com o ambiente, ela ainda precisa de mais um tempo para ser refinada, seja em termos de funcionalidades ou de visual.
Isso não quer dizer, entretanto, que o jogo está feio. Ele mantém praticamente a mesma qualidade apresentada em Assassin’s Creed: Revelations, mas tem muitos elementos que ainda deixam a desejar — principalmente nas áreas selvagens. Muitas texturas e detalhes praticamente inexistem, criando um enorme contraste com tudo aquilo que salta aos olhos positivamente.

Vale a pena?

Mais do que apresentar a conclusão dessa saga, Assassin’s Creed III chega aos consoles para mostrar como é possível fazer uma excelente sequência sem ignorar aquilo que havia sido feito anteriormente. O jogo se aproveita de tudo aquilo que deu certo em seus antecessores e adiciona novas mecânicas para tornar tudo maior, mais interessante e divertido.
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Já em sua estreia, Connor entra para a lista dos personagens mais carismáticos dos últimos anos graças à sua história bem elaborada e por todas as novidades que sua entrada na série representa. Além de uma construção muito bem feita, sua participação em meio a tudo isso é tão marcante que é impossível não se afeiçoar a ele em pouquíssimo tempo.
Por fim, Assassin’s Creed III é tudo aquilo que os fãs esperavam encontrar. Mesmo longe de ser perfeito, ele fecha a saga com chave de ouro e honra o que foi feito até agora. Porém, mesmo com o tom de despedida — ao menos para Desmond —, esperamos ver o bom e velho manto de novo. Sabemos de antemão que o próximo capítulo vai ter a ingrata tarefa de superar este game, mas não podemos esperar menos do que isso. Quem sabe na próxima geração, não é mesmo?

Fonte: http://www.baixakijogos.com.br/ps3/assassins-creed-3/analise

Análise: Pokemon White 2 ....


A suposta “renovação completa” prometida pela Game Freak em Pokémon White Version 2 é bastante questionável. Antes do lançamento do jogo, muito se foi falado sobre como o game teria sido refeito do zero, o que gerou muitas expectativas. Quem estava contando apenas com possibilidades nunca antes vistas na série provavelmente ficará satisfeito com o título, mas quem esperava algo revolucionário com certeza vai encarar uma decepção.
Pokémon continua apostando na mesma fórmula de sucesso que vem angariando fãs para a franquia pelos últimos 16 anos. Ou seja, coletar oito insígnias, derrotar a Elite 4 e, claro, não podemos nos esquecer do dever máximo de qualquer Mestre Pokémon: capturar todos os monstrinhos de bolso para completar a Pokédex.
Pokémon White Version 2 se trata da primeira sequência direta de um título anterior. Diferente das versões Yellow, Crystal, Emerald e Platinum, o game não conta apenas com a história levemente alterada das versões iniciais, mas apresenta realmente uma continuação do enredo. Além disso, suas novidades exclusivas aumentam o prospecto de tempo de jogo, já que são recursos “sociais” e casuais, exigindo o investimento de muitas horas.

Aprovado

Novidades exclusivas
O que realmente chama a atenção em Pokémon White Version 2 são os recursos não existentes em nenhuma outra geração da série. Embora sejam acessíveis assim que você os encontra dentro do jogo, eles podem ser considerados mais como um conteúdo post-game, isto é, para você brincar quando já não houver mais nenhum ginásio para conquistar.
Uma novidade muito interessante, durante o primeiro contato, consiste quando o jogador pode se tornar uma “estrela de cinema”, ao atuar em filmes da PokéStar Studios – eles consistem em batalhas nas quais você deve seguir um roteiro. Dependendo dos resultados, o filme pode ser um sucesso, o que não influencia a sua aventura em nada, apenas serve para você assistir a animações breves e relativamente engraçadas.
O recurso de musicais continua disponível, mas não recebeu muitas alterações. Falando em mudanças, a Pokédex recebeu o modo “Habitat” de visualização, no qual você vê quais pokémons é possível encontrar em cada rota. Além disso, também foi implementado um sistema de conquistas: o jogador recebe medalhas ao realizar as mais variadas ações, das mais simples às mais complexas.
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E depois de fechar o jogo?
Se você cansou de lutar, pode ir à Join Avenue para gerenciar o seu shopping. Nele, você convida NPCs transeuntes ou amigos (via infravermelho) para montar lojas, as quais sobem de nível conforme ganham reputação, melhorando os seus já ótimos serviços; por exemplo: na academia, você paga 16 mil pokedólares e sobe o nível de um pokémon.
O Pokémon World Tournament foi uma maneira que a Game Freak encontrou para agradar aos fãs saudosistas, desejosos por reviver o conteúdo antigo da série. Embora não seja possível visitar as regiões das gerações anteriores, o “torneio mundial” disponível no game permite que você enfrente desde líderes de ginásio antigos (Brock, Misty etc.), até os protagonistas que você já controlou, como o lendário Red e seu Pikachu.
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Melhorias técnicas
Pokémon White Version 2 pode ser considerado, tecnicamente falando, o melhor jogo da série até o momento. Ele foi capaz de melhorar consideravelmente os gráficos desde o seu predecessor, sobretudo nas animações de batalha – não apenas os golpes, mas os treinadores se movem quando a luta começa. A interface também foi alterada, tornando-a não apenas mais bonita, mas também mais simples de usar.
Os dois anos de diferença entre as histórias se fizeram notar em alguns detalhes: construções foram terminadas, áreas antigas foram bloqueadas enquanto outras novas foram descobertas. Porém, isso não é algo perceptível por quem está jogando Pokémon White Version 2 sem ter tido contato com o primeiro game. As músicas e efeitos sonoros foram um pouco melhorados, mas os jogadores mais desatentos não devem reparar em nenhuma diferença entre elas.
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Reprovado

Sequência ou “sequela”?
O que tornou o primeiro jogo da quinta geração de pokémons tão marcante foi o fato de a sua história ser interessante e apresentar um nível de profundidade que surpreendeu positivamente qualquer jogador. Em Pokémon White Version 2, o conflito moral que você sofria no game anterior deixou de existir, retomando as origens da série com um “devo derrotar a organização maligna”.
O desenvolvimento da trama é muito fraco e ela é extremamente linear: você não consegue explorar nada até que o tutorial acabe (por volta do terceiro ginásio), os acontecimentos começam a esquentar apenas após a sexta insígnia e, de repente, a história termina quando você derrota a Elite 4. Para piorar, o seu “rival” não segue o modelo clássico da série, pois fica incentivando você a se tornar mais forte. Ou seja, ele é amigável demais.
Fácil demais
Diferente de títulos anteriores da série, em Pokémon White Version 2 você consegue avançar boa parte da história sem nunca usar outro pokémon que não aquele recebido no início da aventura. Entretanto, o irônico é que você recebe a Unova Key quando completa o jogo: com ela, você altera a dificuldade das batalhas, tornando-as mais fáceis ou mais difíceis. Este é um recurso interessante com certeza, porém deveria estar disponível desde o início.
Puzzles, cavernas e líderes de ginásio também estão mais fáceis do que deveriam, nunca deixando o jogador frustrado por ser obrigado a ler um guia online ou passar horas tentando para avançar. Ganhar as insígnias é um desafio apenas se você tentar jogar exclusivamente com o pokémon inicial, mas só durante as quatro primeiras: depois disso, você consegue ficar dez níveis acima dos líderes e os derrota com, no máximo, dois golpes.
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Mais do mesmo
Tudo em Pokémon White Version 2 emana a aura de “pokémon”: os gráficos melhoraram, mas ainda são parecidos, o sistema de combate continua o mesmo visto desde Pokémon Red, a história acaba depois de você coletar oito insígnias e virar campeão, completar a Pokédex ainda dá só um “certificado” virtual ridículo e, finalmente, a história não muda conforme as ações do jogador – na verdade, o protagonista não fala um “a” do início ao fim.
Quando Pokémon Black e Pokémon White foram lançados, era palpável a aura de novidade nos jogos. Afinal, você tinha acesso apenas aos recursos daquela geração praticamente e a história era elaborada e realmente interessante. Tudo isso foi jogado fora com a vinda da sequência: ela retomou a fórmula antiga e apenas adicionou um conteúdo diferente para você passar mais tempo jogando e achar que existem novidades nos títulos.
Apesar disso, Pokémon continua sendo Pokémon: a rotina mecânica de treinar os monstrinhos foi ainda mais reforçada com o recurso de medalhas. Afinal, agora você tem ainda mais objetivos superficiais para cumprir, tais como verificar uma quantidade específica de lixeiras e capturar todos os pokémons de uma mesma rota.
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Vale a pena?

Comprar Pokémon White Version 2 é uma decisão complicada que cada jogador deve tomar por conta própria. Afinal, enquanto há quem não tenha gostado do lançamento, também existem pessoas que simplesmente o amaram. Considerando apenas as novidades e quesitos técnicos, o game é obrigatório para qualquer um que se declare um fã de Pokémon. Em suma, o jogo em si não é ruim, ele apenas poderia ser muito, mas muito, melhor.

Fonte: http://www.baixakijogos.com.br/ds/pokemon-white-version-2/analise